Situação de
Aprendizagem
• Público
alvo: 7º ano
• Textos
base: Relatos de experiência
feitos pelos alunos, a crônica “O Avestruz” (Mário Prata), Leitura de imagens e o filme “Os Pinguins do Papai.”
• Tempo previsto: 8 aulas
•
Objetivo
da aula: levar os estudantes a
reconhecer as características estruturais
da tipologia relatar, identificando-as em diferentes gêneros, e
estabelecer relações de semelhanças e diferenças entre as tipologias “narrar” e “relatar”.
Diálogo com outras linguagens.
Ao
final do processo, espera-se que cada alunos saiba distinguir relatos (orais e
escritos) das narrativas ficcionais como as crônicas e percebam a importância
que as diferentes linguagens exercem em
sua concepção de mundo.
•
Conteúdos e temas: leitura
e escrita de relatos e crônicas; leitura de imagens.
•
Competências e habilidades: desenvolver o hábito da leitura de crônicas; criar
hipóteses de sentido a partir de informações dadas pelo texto (verbal e não
verbal); selecionar ideias e organizá-las para a produção oral e escrita de
relatos, ler uma crônica em voz alta, considerando as entonações e pausas
específicas desse gênero; distinguir o gênero relato do gênero crônica, levando
em consideração a função social desses dois gêneros.
•
Estratégias: aula
interativa, com a participação dialógica do aluno; rodas de leitura; trabalhos
em duplas e em grupos; uso de recursos visuais e pesquisa na internet.
•
Recursos: livro didático;
dicionário da Língua Portuguesa; textos de livros extraclasses; cartazes; desenho,
internet.
• Avaliação:
produção escrita de relatos e narrativas, pesquisa na internet.
•
Material: O
professor deve preparar, antecipadamente, aquilo que vai ser usado nessa
Situação de Aprendizagem, como:
a) Fotocópias
do texto “Avestruz” ( Mario Prata) para serem distribuídas aos alunos;
b)
Cartaz com cinco imagens em sequência, com duas pessoas conversando, mostrando
apenas suas expressões e gestos. É importante que as imagens deixem claro para
o leitor que a explanação do orador agrada ao ouvinte em determinados momentos,
e em outros não, por causa das diferentes expressões que esse último deixa
transparecer.
c) Foto ou
ilustração de um avestruz. Charge sobre o tema. Filme.
Passo 1: Pedir aos alunos que escrevam um
pequeno relato de no máximo quinze linhas, contando onde moram, suas rotinas
diárias (a que horas acordam, aonde costumam ir, o que costumam fazer, quando
almoçam, quando dormem, etc.). Depois peça que troquem os relatos com os colegas
e o leiam. Registrem suas impressões de leitura: se gostaram do que leram, se
identificaram algo de especial ou se esperavam alguma coisa a mais. Após tudo
isso, questione, coletivamente, aos alunos sobre os relatos que escreveram, se
eles os consideram importantes, em que circunstâncias os usariam e por quê.
Passo 2. Apresente o cartaz com aquelas
imagens dos dois rapazes. Pergunte, agora:
a) Por que muitas vezes as pessoas apresentam
reações como aquelas da figura?
b) Que reação o ouvinte parece
demonstrar?
• O professor, agora, solicitará aos
alunos que comparem seus relatos com as imagens do cartaz.
Pergunte a
seguir: Vocês se identificaram com alguma
pessoa das imagens, ou seja, ficaram felizes, tristes ou entediados diante da
leitura do relato do colega.
|
Nesse momento o professor revisa o conceito da tipologia
relatar, apontando suas características e destacando o caráter
comum e, às vezes sem graça desse gênero de
texto.
|
Passo 3. Antes de distribuir o texto “O
Avestruz”, faça a ativação do conhecimento prévio: apresente o
título. Pergunte depois:
• Você conhece um avestruz? Alguém já viu um
deles? Sabe como é? Como você imagina que seja? Descreva-o.
Passo 4. Distribua a cada aluno o texto
“Avestruz” e peça que façam uma leitura silenciosa do mesmo. Depois será a vez
do professor que o fará em voz alta para a classe.
Passo 5. Pesquisa
na internet: Investigar com os alunos, os seguintes tópicos: Animais de
estimação exóticos. Porte, alimentação, habitat natural. Mundo animal:
comportamento. Mediante a este repertório, observar as atitudes e conhecimento
quanto aos tópicos discutidos.
• Localização
de informações: comparação de informações, generalizações e leitura silenciosa.
Texto 2.
O Avestruz
(Mário Prata)
O filho
de uma grande amiga pediu de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou
fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me
mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de
casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo,
criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado,
fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam
em domicílio.
E fiquei
a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro
da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito
cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se
assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160
quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três
metros - 2,70 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para
evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em
cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois
olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo
depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser
meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da
coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um
animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro
erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os
70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não
têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem
gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga.
Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes
correndo pela sala do apartamento. Ele insiste, quer que eu leve um avestruz
para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que
encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos
eletrônicos, por exemplo, máquina digital de fotografia, times inteiros de
futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez
em quando cai bem.
Parece
que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco
gaivotas e um urubu.
Pedi para
a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do
que ser gigolô de avestruz.
Passo 6.
|
Nesse momento o professor deve retomar o conceito de relato
e crônica, destacando as características principais de cada
um. A seguir deve-se solicitar aos alunos que se possível apontem outras
diferenças entre os dois textos.
Espera-se que os estudantes percebam o uso da imaginação e
criatividade do segundo gênero.
|
Passo 7.
• Recuperação
do contexto de produção: Quem escreveu o texto “O Avestruz”? Onde foi divulgado?
Para quem? Qual a intenção?
INTERDISCIPLINARIDADE
Geografia: Espaço
urbano e moradia. Grandes cidades. (apartamento, casa, cidade de Florianópolis,
etc.)
Ciência: TPM,
menopausa. Animais exóticos.
Matemática: Proporcionalidade.
História: O bairro
Higienópolis em São Paulo. Ocupação,
classe social, arquitetura, etc.
INTERTEXTUALIDADE
Percepção das relações de intertextualidade e das relações de
interdiscursividade:
Apresentação do texto “Avestruz”
em diálogo com outras linguagens como a charge
e o filme: “Os Pinguins do Papai”.
• Sinopse
do filme “Os Pinguins do Papai”.
Jim Carrey é o Sr. Popper, um
empreiteiro bem-sucedido que mora em Manhattan e que está prestes a se tornar
sócio de uma importante empresa. Em sua vida luxuosa há espaço para os dois
filhos, para a ex-mulher Amanda (Carla Gugino) e, depois de receber uma herança
inusitada de seu falecido pai, ele tem de arrumar tempo para seis pinguins. Com
o passar dos dias, algumas tentativas de se livrar dos animais e muitas
situações cômicas, como transformar seu apartamento em um gelado viveiro, o Sr.
Popper acaba se afeiçoando aos pinguins e compreende melhor a importância da
família ― seja ela
humana ou animal. Seus novos amigos têm nomes que correspondem às
características de cada um, são eles: Capitão, Galã, Bicão, Lesado, Fedô e
Matraca. Durante as filmagens de Os
Pinguins do Papai, foram utilizados animais reais e efeitos de computação
gráfica quando necessário. A comédia familiar foi baseada no livro infantil
escrito por Richard e Florence Atwater, cuja primeira publicação foi feita em
1938. O livro é um clássico nos Estados Unidos e faz parte da grade literária
de muitas escolas do país.
1. Os
alunos deverão produzir, a partir da discussão, leitura do texto e registros,
uma síntese com um posicionamento crítico a respeito de animais de estimação
exóticos.
2. Levando
em conta o texto “Avestruz” de Mário Prata os alunos devem produzir uma
narrativa com o título: “Um estranho
morando conosco”.
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