quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendi que escrever.............

 Frank Smith
     Aprendi que escrever requer uma enorme bagagem de conhecimentos específicos, adquiridos apenas através da leitura.
     Aprendi que somente através da leitura o escritor aprende todos os mistérios que conhece. 
     Aprendi que aprendemos a escrever muitas vezes sem saber que estamos aprendendo. 
     Aprendi que a ênfase na eliminação de erros resulta na eliminação da escrita. 

Celso Luft
     Aprendi que o conhecimento e domínio da língua se dá por um processo natural, através do auto-ensino. 

Moacyr Scliar
     Aprendi que a cópia não é crime,pelo contrário, é inevitável e natural no início do processo da escrita. Agora me sinto com a consciência leve, pois já perdi a conta de quantos autores já me foram úteis na composição dos meus textos. 

Nilson Souza
     Aprendi que escrever é rescrever. Um bom texto necessita ser relido e rescrito quantas vezes forem necessárias. A idéia precisa ser clara. Toda a escrita obedece a um ciclo: escrever, cortar e rescrever repetidamente. 
     Aprendi que todo o escritor tem que ser autocrítico para eliminar tudo que estiver "sobrando" ou "atrapalhando" o texto, e paciente e corajoso para apagar um texto e recomeçar, quando este não foi bem escrito. 
     Aprendi que todo o escritor deve ser persistente, lutar pela melhor palavra ou expressão para aquela frase, dentro daquele texto. 
     Aprendi que o escritor necessita ler, porém escrever também. E, se possível, submeter seus textos à apreciação de leitores qualificados. 
     Aprendi que o melhor amigo do escritor é a lata do lixo, uma vez que uma boa redação só pode ser alcançada com humildade, com o reconhecimento da má obra. 
     Aprendi que a pontuação é o cimento do texto. Uma vírgula mal colocada pode mudar significativamente o sentido da frase. 

Samuel Johnson
     Aprendi que o que é escrito sem esforço, geralmente é lido sem prazer.

Arnaldo Jabor
     Aprendi que o escritor possui um desejo de enganar, atrair, mentir, roubar o leitor. 
     Aprendi que o escritor, constantemente, está em busca do elogio à sua obra, nem que seja o seu próprio elogio. 
     Aprendi que o escritor é muito mais falado pelas palavras do que as fala. 

Liberato Vieira da Cunha
     Aprendi que o escritor deve dominar todas as armadilhas do idioma, mantendo boas relações mesmo com as mais exóticas entidades. 
     Aprendi que é essencial para um escritor ousar a criação de algo novo, original, único. 
     Aprendi que o escritor deve ser disciplinado, obstinado quase. 
     Aprendi que o escritor precisa provocar os demônios interiores em horas determinadas, ou em cada fiapo do tempo disponível. 
     Aprendi, finalmente, que o escritor, em hipótese alguma, deve desistir quando um branco se instala em sua mente e nenhum pensamento, nenhuma emoção, fantasia circula nesse vácuo, por mais persistente que o escritor seja.
 
Todas declarações acima são extremamente esclarecedoras diante de uma realidade tão importante e fascinante. Nós aprendemos a ousar quando passamos a escrever a nossa passagem pela vida, quando viajamos com a leitura, quando passamos para o papel as nossas experiências, os nossos sentimentos, as nossas amarguras, as nossas alegrias, etc. 
 

Um comentário:

  1. Acredito que a obstinação como você assim bem coloca em seu depoimento, é essencial para a construção de qualquer propósito que se tenha na vida. Provocar o demônio interior é brincadeira quase sempre perigosa, mas necessária para se erigir grandes projetos e finalmente que desistir nunca foi e nem será opção para aqueles que almejam grandes feitos.

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