quarta-feira, 19 de junho de 2013

Plano de aula - 'No aeroporto' - Carlos Drummond de Andrade

Postado por Ivany F. Ciardullo

 NO AEROPORTO
Carlos Drummond de Andrade
 1)    Antes da leitura:. Audição da música “Encontros e Despedidas” de Milton Nascimento e fazer relação com o Título do texto “No Aeroporto”. Levantamento de hipóteses sobre as sensações e situações que remetem ao título do texto (quem já esteve no aeroporto?) E em outro lugar parecido? O que foram fazer lá?
2)    Durante a leitura:. Esclarecimento de palavras desconhecidas, á partir de inferências. Construção do significado do texto a partir de pausa na leitura, valorizando o suspense do texto
3)    Após a leitura:. Registrar intertextualidade. Construção de síntese semântica. Produzir um relato de uma experiência
Sugestão de filmes:O vôo (Ensino Médio)Voando Alto (Ensino Fundamental)
Sugestão de passeio:Aeroporto local
Sugestão de produção textual:Entrevista:  profissionais da aviação
Sugestão de Livro:Um vôo para a escuridão  
NO AEROPORTO
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. Em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. p.1107-1108
Perguntas sobre o texto: No Aeroporto (Carlos Drummond de Andrade)
1.     O texto No Aeroporto, de Carlos Drummond de Andrade, trata-se de:a)     Uma crônicab)    Uma fábulac)     Um contod)    Uma notícia(reconhecer os diferentes gêneros e suas funções)
2.     Por que Pedro se comunicava apenas através de gestos e expressões?(elaborar inferências)
3.     Quanto tempo Pedro passou na casa do amigo?Localizar informações no texto)
4.     Na expressão,”...e lhe apraz dormir não só a noite mas principalmente de dia”A palavra apraz, significa:a)     Agradab)    Irrita(identificar contextualmente sinônimos de palavras)
5.     Que relação podemos estabelecer entre o título (Aeroporto) e o texto?(apreender sentido geral do texto)

Plano de aula - 'Pausa"

Postado por Ivany F. Ciardullo

PLANO DE AULA



Público – 8ª série
Texto: “Pausa”
Autor:  Moacyr Scliar
Tempo previsto: 5 aulas a 7 aulas
  1. Ativação de conhecimento de mundo, antecipação ou predição, checagem de hipóteses;
  2. Abordagem sobre o título;
  3. Anotar no caderno o que eles imaginaram sobre o título;
  4. Iniciar o texto lendo para os alunos fazendo perguntas até chegar ao final do texto;
  5. Antes de contar o final pedir para os alunos anotar um final diferente que eles tenham imaginado, depois contar o final;
  •   Localização de informações comparação de informações e generalização.
  •  Ativar nos alunos as informações do texto como:
  •  Nome e vida do autor;
  •  Significados das palavras (uso de dicionário);
  •  Busca de informações complementares;

  •  Percepção das relações de intertextualidade;
  •  Percepção das relações de interdiscursidade.
  •  Montar com o professor de Artes uma peça teatral do texto;
  •  Percepção de outras linguagens, elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.
  •  Pedir para os alunos comentar através de debates se a situação vivida no texto acontece na vida real.
  •  Pedir para os alunos darem outro final para o texto.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

SA- No Aeroporto- Carlos Drummond de Andrade

Público alvo: 7º ano
Tempo previsto: 5 aulas
Conteúdos e temas: Leitura de enunciados, leitura de crônicas; interpretação e inferência; elaboração de questões de interpretação.
Objetivos:
O objetivo deste trabalho é despertar no aluno o prazer pela leitura de narrativas do gênero crônica, ampliando suas habilidades e competências leitoras e escritoras, a fim de que se tornem admiradores e produtores de textos criativos.

Competências e Habilidades:
Distinguir as marcas próprias do gênero; estabelecer relações entre o texto literário e o contexto social e político; desenvolver estratégias de leitura; fazer inferências sobre o tema ou assunto principal em um texto; estimular a percepção de outras linguagens; desenvolver a sensibilidade e a apreciação estéticas e/ou afetivas.

Estratégias:
Aula interativa, com a participação dialógica dos alunos; atividades realizadas em grupo. Rodas de leitura. Trabalhos em grupo.

Recursos:
Fotocópias do texto de Carlos Drummond de Andrade, “No aeroporto”, uso da internet, dicionários da Língua Portuguesa, livros didáticos. Filme

Avaliação:
A avaliação se fará de forma processual e contínua, no intuito de averiguar o desempenho de cada um. Serão considerados a participação, o interesse e a aplicação do estudante no cumprimento das atividades de leitura e discussão oral. Para concluir as atividades ainda se solicitará a produção de uma crônica, que será o objeto final dessa avaliação. O professor registrará a sequência das aulas e o desempenho dos alunos. 

Passo 1
Antes da leitura, fazer um levantamento do conhecimento prévio sobre o tema, a fim de identificar o que os estudantes conhecem sobre o mesmo. Para tanto, os alunos deverão responder as seguintes questões:

• Vocês já estiveram em um aeroporto?

• Alguém de vocês já viajou de avião?

• O que as pessoas fazem em um aeroporto?

• A partir do título “No aeroporto” é possível imaginar de que assunto o texto irá tratar?

Passo 2.
• Leitura silenciosa;
• Apreensão do significado dos termos desconhecidos através do uso do dicionário.


No aeroporto
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.

Passo 3.
Após a leitura, o professor discutirá oralmente as seguintes questões:

• Que gênero textual pertence o texto? Por quê?

• Quantas personagens há no texto?
O narrador escreve em 1ª ou 3ª pessoa? Ele participa como personagem da história?
Atividade de pesquisa.
• O professor levará os alunos até a sala de informática para que estes pesquisem a biografia do autor. Caso contrário, poderá solicitar que o façam como trabalho de casa.
Observação: Como sabemos pelos dados biográficos de Carlos Drummond, o autor fala, nesta crônica, do seu primeiro neto, Pedro. Portanto trata-se do avô falando amorosamente do neto.
Passo 4.
• Questões para serem respondidas pelos alunos:
1. É possível, a partir do título, inferir de que assunto vai se tratar o texto?
2. Em que momento do texto você percebeu que o amigo, de que o autor fala, é uma       criança bem pequena?
2. Qual a característica do amigo Pedro que mais chama a atenção do cronista?

3. Nesta crônica há pontos em que o autor diz as coisas com certo humor. Identifique no texto tais passagens.
  
4. A viagem da criança faz o cronista refletir sobre sua própria condição humana. Que sentimento ele expressa no final do texto?

5. O autor usa diferentes formas para fazer referência à cor dos olhos da criança. Observe também que ele começa falando dos olhos e termina por referir-se ao olhar. Que efeito de sentido tem esse deslocamento na descrição que o autor faz de Pedro?

Transversalidade
• O texto permite que se trabalhe os valores familiares e o respeito ao próximo.
Passo 5.
O professor dividirá a classe em grupos  e solicitará  a cada um deles a produção de uma crônica. O trabalho final será socializado com a turma.

domingo, 16 de junho de 2013

Situação de aprendizagem - Meu primeiro beijo - Antonio Barreto



Situação de Aprendizagem
• Público Alvo: 7º ano
• Tempo Previsto: 6 aulas
Conteúdos e temas: leitura de crônicas, notícias, leitura de imagens.
Objetivos: possibilitar ao educando desenvolver habilidades de leitura  e escrita,  por       meio de textos narrativos; estabelecer diferença entre os gêneros crônica e notícia; incentivar  a leitura de  texto literário; mobilizar mecanismo de inferência para o preparo de produção textual. Percepção do caráter intertextual das duas narrativas.
• Estratégias: leitura individual e coletiva de uma crônica e uma notícia. Discussão oral sobre os dois  textos e interpretação, organização e preenchimento de ficha organizativa/ficha de leitura. Individual e coletiva
• Recursos: Texto “Meu Primeiro Beijo”; notícia: “Segurança de Shopping Proíbe Beijo de Casal.” Dicionário da Língua Portuguesa. Textos de livros extraclasses.
• Avaliação: Produção escrita de crônica (orientada pelo professor). Ficha organizativa sobre os gêneros estudados.
Passo 1.
Leitura e estudo dos gêneros.

Texto 1

Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
― Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
― Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
― A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.

Texto 2
10/08/2012
Segurança de shopping proíbe abraços e beijos de casal
Paula Felix
do Agora
Um beijo e um abraço teriam sido suficientes para que um segurança gritasse com um casal no shopping Aricanduva, na zona leste de SP.
Segundo o soldador Rogério Belo Nunes, 33 anos, ele estava se despedindo da mulher, que é funcionária do shopping, quando foi abordado pelo segurança.
"Estávamos abraçados e ele chegou gritando. Disse que o shopping não era lugar para ficar se beijando e se abraçando. Eu fiquei muito constrangido, porque não estava fazendo nada demais", conta Nunes.
O caso aconteceu no dia 31 de julho, por volta das 18h30, horário em que Nunes costuma se encontrar com a mulher no local, por ser o intervalo de jantar dela.
Resposta
A reportagem procurou as assessorias do shopping Aricanduva e da empresa de segurança que presta serviço no local, a Verzani & Sandrini.
Ambas informaram, por meio de nota, que, "como foi gerado um boletim de ocorrência", vão responder "diretamente às autoridades policiais".
Passo 2.
• Antes de entregar os textos aos alunos, devem ser retiradas as informações sobre o ano em que foram publicados. Serão realizadas, depois, as seguintes etapas:
• Leitura silenciosa dos textos pelos alunos.
• Organização de uma roda de leitura em voz alta para que os alunos experimentem os vários “modos” de ler, pois é preciso que percebam, nesse procedimento, as funções comunicativas e sociais que os textos possuem (a crônica tem função estética e a notícia, função utilitária).
• Leitura do professor (servindo de modelo, no qual os estudantes possam se espelhar ao fazer as próprias leituras).
• Recuperação do repertório dos alunos sobre a leitura de notícias.
• O professor apresentará, primeiramente, o texto “Meu Primeiro Beijo”e fazer com que os alunos percebam as informações explícitas nele, por meio da entonação, ritmo e pausa. O uso do dicionário servirá de apoio para as palavras desconhecidas.
• Agora o professor poderá expor o conceito do gênero crônica, apontando suas características.

Passo 3.
O professor dividirá a classe em quatro grupos e solicitará a cada um deles que identifiquem no texto 1 os pontos que o faz ser considerado do gênero crônica. Socializá-los por escrito.

Passo 4.
Apresentar o texto informativo “Segurança de Shopping Proíbe Beijo de Casal.” Distribua-os entre os grupos de alunos.
• Vocês já conheciam esses textos?
• Qual o tema tratado em cada um deles?
• Vocês têm ideia do gênero do 2º texto?
• No seu ponto de vista, a que  público se destina o texto 1? E o texto 2? Explique.
De posse do conhecimento dos dois textos, o professor fará uma discussão sobre o tema lido, induzindo-os a falarem e a trocarem ideias.







Passo 5.
O professor apresentará o conceito do gênero “notícia”, destacando as características próprias desse tipo de texto e, em seguida, pedirá aos grupos que preencham a ficha organizativa com as informações gerais do texto.
             Conteúdo
              Texto 1
              Texto 2
Título


Nome do autor


Referência de Publicação


Função comunicativa e social


Tema


Linguagem


Gênero textual




Passo 6.
Cada grupo deve agora identificar no texto 2 os elementos que o caracterizam como gênero notícia. Socializá-los por escrito.
Interdisciplinaridade
Ciência: glicose, metabolismo, calorias, batimentos cardíacos, perdigotos, albumina, substância orgânica, matérias graxas, sais, bactérias, etc.
Geografia: Espaço urbano. Localização (shoppings, bairros, zonas da cidade).

Intertextualidade
• Percepção do diálogo entre os textos “Meu Primeiro Beijo” e “Segurança de Shopping Proíbe Abraços e Beijo de casal.” O professor pode ainda mostrar outros exemplos de textos que dialogam entre si.

Transdisciplinaridade
Elaboração de valores éticos e/ou políticos: Existe idade apropriada para namorar? Pode-se beijar em lugares públicos?
• Elaboração de questões estéticas e/ou afetivas: Que sentimentos evocamos na leitura desses textos?


Atividade final:
1. O professor solicitará a cada grupo que transcreva a crônica “Meu Primeiro Beijo” em forma de notícia, usando apenas fichas semelhantes às organizadas na sequência anterior, contendo informações isoladas desse gênero (título, fato ocorrido, com quem, quando, onde, como, por quê). Os alunos deverão criar apenas o lide ou parágrafo inicial. Cada grupo socializará o trabalho em classe.

Situação de aprendizagem - Pausa - Moacyr Scliar



“Pausa" , Moacyr Scliar
Público-alvo 8ª série /9ºano
Previsão : ¨06 aulas
 Tema: Leitura , interpretação e produção de textos.
1ª) Atividade : 2 aulas;
-Leitura individual;
-Releitura em voz alta, cada aluno lê um parágrafo;
- Verificação do vocabulário;
- Discussão em grupo sobre os temas abordados no texto;

2ª) Atividade: 2 aulas
-Discussão aberta sobre o tema ‘Solidão” e, especialmente, sobre os aspectos da solidão em grandes centros urbanos.
- Sugestão de leitura de textos relacionados ao tema, onde o professor faz a seleção de uma série de endereços eletrônicos onde a leitura possa ser realizada, seja em casa ou no laboratório de informática.
- Discussão a respeito do assunto “Folga/Férias” e os aspectos que este tema relacione ao cotidiano de quem trabalha ou estude.

3ª) Atividade: 2 aulas:
- Releitura do texto, realizada individualmente. O professor apresenta alguns dados referentes à solidão e folga/férias, temas discutidos na aula anterior.
- Proposta de produção de textos dissertativos: Temas relacionados à solidão ou á necessidade de folgas/férias. Os alunos produzem o texto e entregam ao professor que os lê, conforme vão sendo entregues.
- As redações lidas são entregues aos alunos , que trocam de redações para realizarem a leitura das produções dos colegas.