Postado por Ivany F. Ciardullo
NO AEROPORTO
Carlos Drummond de Andrade
1) Antes da leitura:. Audição da música “Encontros e Despedidas” de Milton Nascimento e fazer relação com o Título do texto “No Aeroporto”. Levantamento de hipóteses sobre as sensações e situações que remetem ao título do texto (quem já esteve no aeroporto?) E em outro lugar parecido? O que foram fazer lá?
2) Durante a leitura:. Esclarecimento de palavras desconhecidas, á partir de inferências. Construção do significado do texto a partir de pausa na leitura, valorizando o suspense do texto
3) Após a leitura:. Registrar intertextualidade. Construção de síntese semântica. Produzir um relato de uma experiência
Sugestão de filmes:O vôo (Ensino Médio)Voando Alto (Ensino Fundamental)
Sugestão de passeio:Aeroporto local
Sugestão de produção textual:Entrevista: profissionais da aviação
Sugestão de Livro:Um vôo para a escuridão
NO AEROPORTO
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores.Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos.Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhe conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. Em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. p.1107-1108
Perguntas sobre o texto: No Aeroporto (Carlos Drummond de Andrade)
1. O texto No Aeroporto, de Carlos Drummond de Andrade, trata-se de:a) Uma crônicab) Uma fábulac) Um contod) Uma notícia(reconhecer os diferentes gêneros e suas funções)
2. Por que Pedro se comunicava apenas através de gestos e expressões?(elaborar inferências)
3. Quanto tempo Pedro passou na casa do amigo?Localizar informações no texto)
4. Na expressão,”...e lhe apraz dormir não só a noite mas principalmente de dia”A palavra apraz, significa:a) Agradab) Irrita(identificar contextualmente sinônimos de palavras)
5. Que relação podemos estabelecer entre o título (Aeroporto) e o texto?(apreender sentido geral do texto)
Grupo 4 -Melhor Gestão, Melhor ensino
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Plano de aula - 'Pausa"
Postado por Ivany F. Ciardullo
Público – 8ª série
Texto: “Pausa”
Autor: Moacyr Scliar
Tempo previsto: 5 aulas a 7 aulas
PLANO DE AULA
Público – 8ª série
Texto: “Pausa”
Autor: Moacyr Scliar
Tempo previsto: 5 aulas a 7 aulas
- Ativação de conhecimento de mundo, antecipação ou predição, checagem de hipóteses;
- Abordagem sobre o título;
- Anotar no caderno o que eles imaginaram sobre o título;
- Iniciar o texto lendo para os alunos fazendo perguntas até chegar ao final do texto;
- Antes de contar o final pedir para os alunos anotar um final diferente que eles tenham imaginado, depois contar o final;
- Localização de informações comparação de informações e generalização.
- Ativar nos alunos as informações do texto como:
- Nome e vida do autor;
- Significados das palavras (uso de dicionário);
- Busca de informações complementares;
- Percepção das relações de intertextualidade;
- Percepção das relações de interdiscursidade.
- Montar com o professor de Artes uma peça teatral do texto;
- Percepção de outras linguagens, elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.
- Pedir para os alunos comentar através de debates se a situação vivida no texto acontece na vida real.
- Pedir para os alunos darem outro final para o texto.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
SA- No Aeroporto- Carlos Drummond de Andrade
Público
alvo: 7º ano
Tempo
previsto: 5
aulas
Conteúdos
e temas: Leitura de enunciados,
leitura de crônicas; interpretação e inferência; elaboração de questões de
interpretação.
Objetivos:
O objetivo deste
trabalho é despertar no aluno o prazer pela leitura de narrativas do gênero
crônica, ampliando suas habilidades e competências leitoras e escritoras, a fim
de que se tornem admiradores e produtores de textos criativos.
Competências e Habilidades:
Distinguir as marcas
próprias do gênero; estabelecer relações entre o texto literário e o contexto
social e político; desenvolver estratégias de leitura; fazer inferências sobre
o tema ou assunto principal em um texto; estimular a percepção de outras
linguagens; desenvolver a sensibilidade e a apreciação estéticas e/ou afetivas.
Estratégias:
Aula interativa, com a participação
dialógica dos alunos; atividades realizadas em grupo. Rodas de leitura.
Trabalhos em grupo.
Recursos:
Fotocópias do texto de Carlos Drummond de Andrade,
“No aeroporto”, uso da internet, dicionários da Língua Portuguesa, livros
didáticos. Filme
Avaliação:
A avaliação se fará
de forma processual e contínua, no intuito de averiguar o desempenho de cada
um. Serão considerados a participação, o interesse e a aplicação do estudante
no cumprimento das atividades de leitura e discussão oral. Para concluir as
atividades ainda se solicitará a produção de uma crônica, que será o objeto final
dessa avaliação. O professor registrará a sequência das aulas e o desempenho
dos alunos.
Passo 1
Antes da leitura,
fazer um levantamento do conhecimento prévio sobre o tema, a fim de identificar
o que os estudantes conhecem sobre o mesmo. Para tanto, os alunos deverão
responder as seguintes questões:
• Vocês já estiveram
em um aeroporto?
• Alguém de vocês
já viajou de avião?
• O que as pessoas
fazem em um aeroporto?
• A partir do
título “No aeroporto” é possível imaginar de que assunto o texto irá tratar?
Passo 2.
• Leitura
silenciosa;
• Apreensão do significado
dos termos desconhecidos através do uso do dicionário.
No
aeroporto
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
Viajou
meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu
quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos,
embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito
assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente
parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando
muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se
faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou
dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores,
com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque
ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo
considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo
ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores,
vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da
falta de dentes), abonam a classificação.
Devo
dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais,
comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais.
Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios
maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e
ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e
lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas
como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo.
Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós
mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de
Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas
também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta
dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro
não tinha importância.
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de
incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe
ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a
lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me
sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua
azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa
amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova;
ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico
refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já
vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. Reprod. em:
Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 1107-1108.
Passo 3.
Após a leitura, o
professor discutirá oralmente as seguintes questões:
• Que gênero
textual pertence o texto? Por quê?
• Quantas
personagens há no texto?
•
O narrador escreve em 1ª ou 3ª pessoa? Ele participa como
personagem da história?
Atividade de pesquisa.
• O professor levará os alunos até a sala de
informática para que estes pesquisem a biografia do autor. Caso contrário,
poderá solicitar que o façam como trabalho de casa.
Observação: Como sabemos pelos dados biográficos
de Carlos Drummond, o autor fala, nesta crônica, do seu primeiro neto, Pedro. Portanto
trata-se do avô falando amorosamente do neto.
Passo 4.
• Questões para serem respondidas pelos alunos:
1. É possível, a partir do título, inferir de que
assunto vai se tratar o texto?
2. Em que momento do texto você percebeu que o amigo, de que o autor
fala, é uma criança bem pequena?
2. Qual a
característica do amigo Pedro que mais chama a atenção do cronista?
3. Nesta crônica há pontos
em que o autor diz as coisas com certo humor. Identifique no texto tais
passagens.
4. A viagem da criança faz o cronista refletir sobre sua própria condição
humana. Que sentimento ele expressa no final do texto?
5. O autor usa diferentes formas para fazer referência à cor dos olhos
da criança. Observe também que ele começa falando dos olhos e termina por
referir-se ao olhar. Que efeito de sentido tem esse deslocamento na descrição
que o autor faz de Pedro?
Transversalidade
• O texto
permite que se trabalhe os valores familiares e o respeito ao próximo.
Passo 5.
O professor
dividirá a classe em grupos e
solicitará a cada um deles a produção de
uma crônica. O trabalho final será socializado com a turma.
domingo, 16 de junho de 2013
Situação de aprendizagem - Meu primeiro beijo - Antonio Barreto
Situação
de Aprendizagem
• Público Alvo: 7º ano
• Tempo Previsto: 6 aulas
• Conteúdos e temas: leitura de crônicas,
notícias, leitura de imagens.
• Objetivos:
possibilitar ao educando desenvolver habilidades de leitura e escrita,
por meio de textos
narrativos; estabelecer diferença entre os gêneros crônica e notícia;
incentivar a leitura de texto literário; mobilizar mecanismo de
inferência para o preparo de produção textual. Percepção do caráter
intertextual das duas narrativas.
• Estratégias: leitura individual e coletiva de uma crônica
e uma notícia. Discussão oral sobre os dois textos e interpretação, organização e
preenchimento de ficha organizativa/ficha de leitura. Individual e coletiva
• Recursos: Texto “Meu Primeiro Beijo”; notícia:
“Segurança de Shopping Proíbe Beijo de Casal.” Dicionário da Língua Portuguesa.
Textos de livros extraclasses.
• Avaliação: Produção escrita de crônica
(orientada pelo professor). Ficha organizativa sobre os gêneros estudados.
Passo 1.
Leitura e estudo dos gêneros.
Texto 1
Meu Primeiro Beijo
Antonio
Barreto
É difícil acreditar, mas meu
primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o
Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o
que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo
de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de
Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de
bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu
metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha
miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão
minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E
também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que
tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do
inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte
papo:
― Um beijo pode deixar a gente
exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
― Dependendo do beijo, a gente
põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70
para 150 batidas por minuto. Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas
continuou salivando seus perdigotos:
― A gente também gasta, na
saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias
orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250
bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou
o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos
olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos,
seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso
aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu
nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os
meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas
coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia
chegado no ponto final e já tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro
beijo.
Desci, cheguei em casa, nos
beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária
semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu
do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... e foi ficando
nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São
Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
Texto 2
10/08/2012
Segurança de shopping proíbe abraços e beijos de
casal
Paula Felix
do Agora
do Agora
Um beijo e um abraço teriam sido
suficientes para que um segurança gritasse com um casal no shopping Aricanduva,
na zona leste de SP.
Segundo o soldador Rogério Belo Nunes,
33 anos, ele estava se despedindo da mulher, que é funcionária do shopping,
quando foi abordado pelo segurança.
"Estávamos abraçados e ele chegou
gritando. Disse que o shopping não era lugar para ficar se beijando e se
abraçando. Eu fiquei muito constrangido, porque não estava fazendo nada
demais", conta Nunes.
O caso aconteceu no dia 31 de julho,
por volta das 18h30, horário em que Nunes costuma se encontrar com a mulher no
local, por ser o intervalo de jantar dela.
Resposta
A reportagem procurou as assessorias do
shopping Aricanduva e da empresa de segurança que presta serviço no local, a
Verzani & Sandrini.
Ambas informaram, por meio de nota,
que, "como foi gerado um boletim de ocorrência", vão responder
"diretamente às autoridades policiais".
Passo 2.
• Antes de entregar os textos aos alunos, devem ser retiradas as
informações sobre o ano em que foram publicados. Serão realizadas, depois, as
seguintes etapas:
• Leitura silenciosa dos textos pelos alunos.
• Organização de uma roda de leitura em voz alta para que os alunos
experimentem os vários “modos” de ler, pois é preciso que percebam, nesse
procedimento, as funções comunicativas e sociais que os textos possuem (a
crônica tem função estética e a notícia, função utilitária).
• Leitura do professor (servindo de modelo, no qual os estudantes possam
se espelhar ao fazer as próprias leituras).
• Recuperação do repertório dos alunos sobre a leitura de notícias.
• O professor apresentará, primeiramente, o texto “Meu Primeiro Beijo”e
fazer com que os alunos percebam as informações explícitas nele, por meio da
entonação, ritmo e pausa. O uso do dicionário servirá de apoio para as palavras
desconhecidas.
• Agora o professor poderá expor o conceito do gênero crônica, apontando
suas características.
Passo 3.
O professor dividirá a classe em quatro grupos e solicitará a cada um
deles que identifiquem no texto 1 os pontos que o faz ser considerado do gênero
crônica. Socializá-los por escrito.
Passo 4.
Apresentar o texto informativo “Segurança de Shopping Proíbe Beijo de
Casal.” Distribua-os entre os grupos de alunos.
|
• Vocês já conheciam esses textos?
• Qual o tema tratado em cada um deles?
• Vocês têm ideia do gênero do 2º texto?
• No seu ponto de vista, a que público se destina o texto 1? E o texto
2? Explique.
|
Passo 5.
O professor apresentará o conceito do gênero “notícia”, destacando as
características próprias desse tipo de texto e, em seguida, pedirá aos grupos que
preencham a ficha organizativa com as informações gerais do texto.
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Conteúdo
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Texto 1
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Texto 2
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Título
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Nome do autor
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Referência de
Publicação
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Função
comunicativa e social
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Tema
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Linguagem
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Gênero textual
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Passo 6.
Cada grupo deve agora identificar no texto 2 os elementos que o
caracterizam como gênero notícia. Socializá-los por escrito.
Interdisciplinaridade
Ciência: glicose, metabolismo, calorias,
batimentos cardíacos, perdigotos, albumina, substância orgânica, matérias
graxas, sais, bactérias, etc.
Geografia: Espaço urbano. Localização
(shoppings, bairros, zonas da cidade).
Intertextualidade
• Percepção do diálogo entre os textos “Meu Primeiro Beijo” e “Segurança
de Shopping Proíbe Abraços e Beijo de
casal.” O professor pode ainda mostrar outros exemplos de textos que
dialogam entre si.
Transdisciplinaridade
• Elaboração de valores éticos e/ou
políticos: Existe idade apropriada para namorar? Pode-se beijar em lugares
públicos?
• Elaboração de questões estéticas e/ou afetivas: Que sentimentos evocamos na leitura desses textos?
Atividade final:
1. O professor solicitará a cada grupo que transcreva a crônica “Meu
Primeiro Beijo” em forma de notícia, usando apenas fichas semelhantes às organizadas
na sequência anterior, contendo informações isoladas desse gênero (título, fato
ocorrido, com quem, quando, onde, como, por quê). Os alunos deverão criar
apenas o lide ou parágrafo inicial. Cada grupo socializará o trabalho em
classe.
Situação de aprendizagem - Pausa - Moacyr Scliar
“Pausa" , Moacyr Scliar
Público-alvo 8ª série /9ºano
Previsão : ¨06 aulas
Tema: Leitura , interpretação e produção de textos.
1ª) Atividade : 2 aulas;
-Leitura individual;
-Releitura em voz alta, cada aluno lê um parágrafo;
- Verificação do vocabulário;
- Discussão em grupo sobre os temas abordados no texto;
2ª) Atividade: 2 aulas
-Discussão aberta sobre o tema ‘Solidão” e, especialmente, sobre os aspectos da solidão em grandes centros urbanos.
- Sugestão de leitura de textos relacionados ao tema, onde o professor faz a seleção de uma série de endereços eletrônicos onde a leitura possa ser realizada, seja em casa ou no laboratório de informática.
- Discussão a respeito do assunto “Folga/Férias” e os aspectos que este tema relacione ao cotidiano de quem trabalha ou estude.
3ª) Atividade: 2 aulas:
- Releitura do texto, realizada individualmente. O professor apresenta alguns dados referentes à solidão e folga/férias, temas discutidos na aula anterior.
- Proposta de produção de textos dissertativos: Temas relacionados à solidão ou á necessidade de folgas/férias. Os alunos produzem o texto e entregam ao professor que os lê, conforme vão sendo entregues.
- As redações lidas são entregues aos alunos , que trocam de redações para realizarem a leitura das produções dos colegas.
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